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Aprenda como evitar contaminação em alimentos na feira

contaminação em alimentos

Consumir alimentos produzidos por pequenos agricultores ou feirantes é uma ótima maneira de incentivar a economia local e contribuir para o crescimento da sua comunidade. Porém, além de escolher o produto que mais agrada, é importante verificar se ele foi manipulado adequadamente.

Afinal, a contaminação em alimentos, principalmente nas feiras, é um problema grave, responsável pela morte de mais de 400 mil pessoas por ano. Sendo assim, para que você não gere complicações para a saúde de um de seus clientes, desenvolvemos este artigo para falar sobre o tema. Continue conosco e aprenda a manipular corretamente os seus produtos.

O que é a contaminação em alimentos?

Quando os alimentos comercializados em feiras, food trucks e barraquinhas não são manipulados de forma correta — tanto no local de venda quanto nas etapas de produção anteriores —, eles são expostos a bilhões de agentes biológicos capazes de disseminar doenças bacterianas e viróticas facilmente transmissíveis aos seres humanos.

Isso pode acontecer ainda na plantação, com o uso incorreto de agrotóxicos e a falta de equipamentos adequados para o manuseio, por exemplo. Contudo, o transporte, armazenamento e a própria exposição dos itens também têm papel fundamental para que surjam os ambientes favoráveis a bactérias e vírus.

Apesar de a maioria da população ter contato apenas com quadros leves ou moderados dos sintomas trazidos pela salmonela, como diarreia, vômito, febre e mal-estar, o consumo de produtos impróprios contribui também para o surgimento de doenças gravíssimas, como a hepatite, rotavírus, teníase e casos de úlceras.

Quando acontece a contaminação dos alimentos nas feiras?

Alimentos mal lavados, que tiveram contato com o chão, com animais ou que foram expostos ao vento, chuva e materiais biológicos — como fezes, urina, produtos podres etc. — têm grande potencial de contribuir para o surgimento de qualquer uma das doenças que citamos acima.

Além disso, é preciso que o feirante tenha muito cuidado com o prazo de validade dos itens que comercializa. Frutas e verduras, por exemplo, têm uma durabilidade muito curta, não sendo recomendado o consumo após dois ou três dias, a depender da espécie. Já os legumes, como raízes, caules e frutos, sobrevivem um pouco mais após serem colhidos.

Os pratos preparados e servidos aos consumidores diretamente no local, no entanto, requerem atenção redobrada com diversos aspectos. Iguarias que precisam de refrigeração têm uma janela de consumo muito pequena e requerem embalagens específicas, sendo responsáveis por grande parte das intoxicações alimentares transmitidas nesses locais.

É importante atentar não só para o tempo que o prato em si tem para ser consumido, mas, também, para as restrições alergênicas que os consumidores têm. Portanto, expor os ingredientes utilizados em cada preparo é fundamental.

Como evitar a contaminação?

Agora que você já sabe como os alimentos são contaminados, é hora de entender melhor como evitar que isso aconteça por meio de práticas que devem ser incorporadas à rotina de todos que têm contato com os produtos alimentícios.

Embora algumas dicas pareçam básicas, não podemos deixar de reforçar todas as etapas da manipulação adequada para evitar a contaminação em alimentos. Para isso, fizemos uma lista com os procedimentos que devem fazer parte do dia a dia de quem lida com esse tipo de produto. Confira abaixo.

1. Higienize bem as mãos

Parece óbvio tratar da higiene das mãos, mas ela não se resume a lavá-las esporadicamente apenas com água. É preciso esfregá-las bem com água, sabão e, se possível, produtos higienizadores específicos — como álcool em gel — antes de qualquer contato com os alimentos.

Se tiver de lidar com dinheiro, encostar em outras pessoas ou qualquer item que não sejam os comestíveis, volte a realizar esse procedimento antes de reiniciar a manipulação.

2. Tenha utensílios específicos para cada etapa do preparo

Usar algum dos utensílios em alimentos que estão em etapas diferentes do preparo pode contribuir para a transferência de bactérias e vírus entre eles. Uma carne que já foi cozida, por exemplo, não tem mais os organismos nocivos da que ainda está crua. Sendo assim, invista um pouco mais em itens de boa qualidade e com variedade suficiente para atender a essas etapas do processo.

3. Lave bem os alimentos e utensílios

O hábito de lavar constantemente os produtos e acessórios utilizados é algo extremamente benéfico. Cortou algo? Lave a faca e a tábua. Precisou manipular outro tipo de alimento? Lave novamente as mãos antes de tocá-los. Isso pode parecer cansativo, mas é uma forma de garantir que seus clientes tenham sempre itens bem preparados e que você não sofra com multas e outras punições aplicadas pela Vigilância Sanitária.

Para os alimentos, além da lavagem normal com água e sabão — dependendo do tipo, é claro —, utilize também uma solução com vinagre para eliminar resíduos orgânicos de contaminação nas cascas dos vegetais.

4. Evite armazenar produtos em recipientes de metal

As latas, potes e fôrmas de metal são possíveis vetores para bactérias e vírus que são difíceis de remover com o sabão tradicional. Invista sempre nos invólucros de plástico e, se possível, descartáveis.

5. Descongele corretamente os alimentos

É comum pensarmos que os alimentos devem ser descongelados no microondas ou, até mesmo, em potes fora da geladeira, mas isso está incorreto. Apesar de demorar um pouco mais, os produtos devem passar por esse processo de descongelamento ainda no refrigerador. Isso requer um pouco mais de tempo, mas é a melhor solução para evitar exposições desnecessárias.

6. Acerte o ponto de cozimento

O cozimento não tem apenas a ver com a textura dos alimentos, sendo responsável por eliminar bactérias, vírus e outros organismos nocivos ao organismo humano. Apesar de a carne de boi ter pontos em que o tom rosado é bem-vindo, o frango e o porco jamais podem ser servidos parcialmente crus. Os peixes, por sua vez, dependem de preparos específicos e cuidados extras para serem servidos dessa forma. Esse é um ponto que merece total atenção de quem opera o tempo que os produtos são expostos ao fogo.

Por fim, é importante garantir que sua barraca tenha a estrutura correta para produzir e comercializar adequadamente os itens com que você lida, evitando sempre a contaminação em alimentos e assegurando o padrão de qualidade desejado pelos consumidores. Escolha bem todos os acessórios, crie padrões de manipulação e confirme várias vezes ao dia se os procedimentos estão sendo corretamente aplicados.

Se você gostou do nosso texto e quer ter certeza de que está oferecendo tudo que o seu cliente precisa, leia também o nosso post sobre os erros mais comuns ao comprar lona para barraca de feira.

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